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Exposição “Visões – o interior do olho humano”
Data: até 29 de junho de 2014
Local: Sala da Cortiça, Museu de História Natural e da Ciência da Universidade de Lisboa |
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Poemas de Reinaldo Ferreira - aqui
"Todo aquele que abre um livro entra numa nuvem/ou para beber a água de um espelho/ ou para se embriagar como um pássaro ingénuo" António Ramos Rosa
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Exposição “Visões – o interior do olho humano”
Data: até 29 de junho de 2014
Local: Sala da Cortiça, Museu de História Natural e da Ciência da Universidade de Lisboa |
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| David Krakov. Book of Life - aqui - |
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Dorothea
Lange. Migrant Mother, 1936
- aqui -
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Georgia O'Keeffe, Blue Morning Glories
- aqui -
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Endechas a Bárbara escrava
Aquela cativa
Que me tem cativo,
Porque nela vivo
Já não quer que viva.
Eu nunca vi rosa
Em suaves molhos,
Que pera meus olhos
Fosse mais fermosa.
Nem no campo flores,
Nem no céu estrelas
Me parecem belas
Como os meus amores.
Rosto singular,
Olhos sossegados,
Pretos e cansados,
Mas não de matar.
Uma graça viva,
Que neles lhe mora,
Pera ser senhora
De quem é cativa.
Pretos os cabelos,
Onde o povo vão
Perde opinião
Que os louros são belos.
Pretidão de Amor,
Tão doce a figura,
Que a neve lhe jura
Que trocara a cor.
Leda mansidão,
Que o siso acompanha;
Bem parece estranha,
Mas bárbara não.
Presença serena
Que a tormenta amansa;
Nela, enfim, descansa
Toda a minha pena.
Esta é a cativa
Que me tem cativo;
E. pois nela vivo,
É força que viva.
Luís de Camões, Rimas