sábado, 29 de setembro de 2012


3ª. semana ~ de 1 a 4 de outubro




Salvador Dali
A persistência da memória. 1931

René Magritte
A Memória. 1948

MEMÓRIA - do Latim MEMORIA, de MEMOR, “aquele que se lembra”, de uma raiz Indo-Europeia MEN-, “pensar”, que nos deu também “mente”.[Aqui]


Mnemosine - deusa da memória










  • Textos do manual.

  • A subordinação.


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- MEMÓRIA - E-Dicionário de Termos Literários

- Subordinação - pág.  312 do manual.


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O PROFISSIONAL DA MEMÓRIA

Passeando presente dela
pelas ruas de Sevilha,
imaginou injetar-se
lembranças, como vacina,

para quando fosse dali
poder voltar a habitá-las,
uma e outras, e duplamente,
a mulher, ruas e praças.

Assim, foi entretecendo
entre ela, e Sevilha fios
de memória, para tê-las
num só e ambíguo tecido;

foi-se injetando a presença
a seu lado numa casa,
seu íntimo numa viela,
sua face numa fachada.

Mas desconvivendo delas,
longe da vida e do corpo,
viu que a tela da lembrança
se foi puindo pouco a pouco;

já não lembrava do que
se injetou em tal esquina,
que fonte o lembrava dela,
que gesto dela, qual rima.

A lembrança foi perdendo
a trama exata tecida
até um sépia diluído
de fotografia antiga.

Mas o que perdeu de exato
de outra forma recupera:
que hoje qualquer coisa de um
traz da outra sua atmosfera.

João Cabral de Melo Neto, Museu de Tudo





sábado, 22 de setembro de 2012


2ª. semana ~ de 24 a 28 de setembro




Frida Kahlo - (imagem: net)

Une peinture essentiellement biographique.
A l'exemple de Rembrandt et de Van Gogh,
elle racontera sa vie à travers ses autoportraits.
in Le Figaro Magazine, 15 janvier 2010.
Mais Frida Kahlo  aqui



  • Biografia. Autobiografia. "O eu é um outro", Arthur Rimbaud.( Je est un autre.)

  • Articulação entre constituintes e entre frases. Coordenação.

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 - BIOGRAFIA  - E-Dicionário de Termos Literários

- Coordenação - pág. 311 do Manual


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Se, depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,

Se, depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,
Não há nada mais simples.
Tem só duas datas — a da minha nascença e a da minha morte.
Entre uma e outra coisa todos os dias são meus.
Sou fácil de definir.
Vi como um danado.
Amei as coisas sem sentimentalidade nenhuma.
Nunca tive um desejo que não pudesse realizar, porque nunca ceguei.
Mesmo ouvir nunca foi para mim senão um acompanhamento de ver.
Compreendi que as coisas são reais e todas diferentes umas das outras;
Compreendi isto com os olhos, nunca com o pensamento.
Compreender isto com o pensamento seria achá-las todas iguais.
Um dia deu-me o sono como a qualquer criança.
Fechei os olhos e dormi.
Além disso, fui o único poeta da Natureza.

8-11-1915
“Poemas Inconjuntos”. In Poemas de Alberto Caeiro. Fernando Pessoa. (Nota explicativa e notas de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1946 (10ª ed. 1993).
 - 88.
1ª publ. in “Poemas Inconjuntos”. In Athena, nº 5. Lisboa: Fev. 1925.

AQUI:




segunda-feira, 17 de setembro de 2012

segunda-feira, 3 de setembro de 2012



ano letivo 2012-2013







Passa o dia contigo
Não deixes que te desviem
Um poema emerge tão jovem tão antigo
Que nem sabes desde quando em ti vivia

Sophia de Mello Breyner Andresen, “O dia”