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segunda-feira, 11 de maio de 2015

.ª semana ~ de 11 a 15 de maio

Edward Hopper

- aqui -




Apresentação oral dos trabalhos individuais: (dia 11)


  • Marta - Machado de Assis, "Entre duas datas"




  • Maria - Mia Couto, "O menino que escrevia versos"




  • Catarina - Ana Teresa Pereira, "As beladonas"




  • Ana - Clarice Lispector, "Felicidade Clandestina"




  • Francisca - Mário de Carvalho, "O binóculo russo"




  • Sérgio" - Leon Tolstoi, "De quanta terra precisa um homem"





  • Gastão - José Saramago, "Desforra"



  • Bárbara - Luísa Costa Gomes, Sentado no deserto"





  • Susana - Clarice Lispector, "Uma amizade sincera"



(dia 14)


  • Gonçalo - João Aguiar, "Verba volent, scripta manent"




  • Beatriz - Clarice Lispector, "Felicidade Clandestina"




  • João - Anton Tchekov, "Angústia"



  • Ângela - Miguel Miranda, "Como se fosse o último"




  • Carlota - Sophia de Mello Breyner Andresen, "O Homem"



  • Maria Inês - Sophia de Mello Breyner Andresen, "O Homem"



  • Sara - Mia Couto, "O cego Estrelinho"


  • Ana Rita - José Gomes Ferreira, "O homem e o seu eco"



segunda-feira, 4 de maio de 2015

.ª semana ~ de 4 a 8 de maio




Antoni Tapies. Lectura.

-
aqui




  • Apresentação oral dos trabalhos individuais:

  • Luís  -  Nachman de Bratslav, "O rei astuto e os dois pintores"




  • Tiago - Clarice Lispector, "Tentação"





  • Daniel - Agustina Bessa-Luís, "Cortejo"





  • Rafaela - Ana Teresa Pereira, "Tell me something Nice"





  •  Mariana - Maria Judite de Carvalho, "Perplexidade"




  • Inês - Jacinto Lucas Pires, "Sombra e Luz"




  • Rita - Dom Miguel Ruiz, "O homem que não acreditava no amor"




sexta-feira, 31 de maio de 2013


34ª. semana ~ de 3 a 7 de junho



Marc Chagall. La nuit vert.

- aqui -


"La felicità non è felicità senza una capra che suona il violino

 - Marc Chagall (1887-1985)   - aqui - e - aqui -







Das vantagens de ser bobo

O bobo, por não se ocupar com ambições, tem tempo para ver, ouvir e tocar o mundo. O bobo é capaz de ficar sentado quase sem se mexer por duas horas. Se perguntado por que não faz alguma coisa, responde: "Estou fazendo. Estou pensando."
Ser bobo às vezes oferece um mundo de saída porque os espertos só se lembram de sair por meio da esperteza, e o bobo tem originalidade, espontaneamente lhe vem a idéia.
O bobo tem oportunidade de ver coisas que os espertos não vêem. Os espertos estão sempre tão atentos às espertezas alheias que se descontraem diante dos bobos, e estes os vêem como simples pessoas humanas. O bobo ganha utilidade e sabedoria para viver. O bobo nunca parece ter tido vez. No entanto, muitas vezes, o bobo é um Dostoievski.
Há desvantagem, obviamente. Uma boba, por exemplo, confiou na palavra de um desconhecido para a compra de um ar refrigerado de segunda mão: ele disse que o aparelho era novo, praticamente sem uso porque se mudara para a Gávea onde é fresco. Vai a boba e compra o aparelho sem vê-lo sequer. Resultado: não funciona. Chamado um técnico, a opinião deste era a de que o aparelho estava tão estragado que o conserto seria caríssimo: mais valia comprar outro. Mas, em contrapartida, a vantagem de ser bobo é ter boa-fé, não desconfiar, e portanto estar tranqüilo. Enquanto o esperto não dorme à noite com medo de ser ludibriado. O esperto vence com úlcera no estômago. O bobo nem nota que venceu.
Aviso: não confundir bobos com burros. Desvantagem: pode receber uma punhalada de quem menos espera. É uma das tristezas que o bobo não prevê. César terminou dizendo a frase célebre: "Até tu, Brutus?"
Bobo não reclama. Em compensação, como exclama!
Os bobos, com todas as suas palhaçadas, devem estar todos no céu. Se Cristo tivesse sido esperto não teria morrido na cruz.
O bobo é sempre tão simpático que há espertos que se fazem passar por bobos. Ser bobo é uma criatividade e, como toda criação, é difícil. Por isso é que os espertos não conseguem passar por bobos. Os espertos ganham dos outros. Em compensação os bobos ganham vida. Bem-aventurados os bobos porque sabem sem que ninguém desconfie. Aliás não se importam que saibam que eles sabem.
Há lugares que facilitam mais as pessoas serem bobas (não confundir bobo com burro, como tolo, como fútil). Minas Gerais, por exemplo, facilita ser bobo. Ah, quantos perdem por não nascer em Minas!
Bobo é Chagall, que põe vaca no espaço, voando por cima das casas. É quase impossível evitar o excesso de amor que o bobo provoca. É que só o bobo é capaz de excesso de amor. E só o amor faz o bobo.

Clarice Lispector, A Descoberta do Mundo, coletânea de crônicas, publicadas no "Jornal do Brasil", entre 1967 e 1973. Publicado em 1984, pela editora Rocco.

  • Na voz de Aracy Balabanian – aqui


segunda-feira, 17 de setembro de 2012


1ª. semana ~ de 17 a 21 de setembro




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