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| Marc Chagall, Over the town.1918 - aqui - |
"Todo aquele que abre um livro entra numa nuvem/ou para beber a água de um espelho/ ou para se embriagar como um pássaro ingénuo" António Ramos Rosa
quinta-feira, 1 de maio de 2014
quarta-feira, 2 de abril de 2014
25.ª semana ~ de 31 de março a 4 de abril
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| Escola Artística António Arroio - ( muro exterior) |
- Final do 2.º período. Entrega de trabalhos. Avaliação.
- Rui Machado, professor de filosofia na A.A., [poemário_O Gosto dos Poemas]
Para conhecer mais/melhor o nosso convidado especial:
- Biografia breve: http://neomagazine.com.sapo.pt/neo5_sample.pdf
- Sobre O Mergulho: http://pedroteixeiraneves.wordpress.com/2009/07/15/de-uma-apresentacao-que-ha-meses-fiz-numa-escola-secundaria-ao-livro-do-rui-machado-%C2%ABo-mergulho%C2%BB/
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Rui Machado.
segunda-feira, 24 de março de 2014
24.ª semana ~ de 24 a 28 de março
Oxalá foram fábulas sonhadas!
Luís de Camões, "Vinde cá, meu tão certo secretário"
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- Teste - esclarecimento de dúvidas. Consolidação de conhecimentos.
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Petrarca - Camões
Tanto do meu estado me acho incerto
Tanto do meu estado me acho incerto,
Que, em vivo ardor, tremendo estou de
frio;
Sem causa, juntamente choro e rio,
O mundo todo abarco, e nada aperto.
É tudo quanto sinto um desconcerto;
Da alma um fogo me sai, da vista um
rio;
Agora espero, agora desconfio;
Agora desvario, agora acerto.
Estando em terra, chego ao Céu voando;
Num’hora acho mil anos, e é de jeito
Que em mil anos não posso achar
um’hora.
Se me pergunta alguém, porque assi
ando,
Respondo que não sei; porém suspeito
Que só porque vos vi, minha Senhora.
Camões, Rimas
Pace non trovo
Pace non trovo, e non ó da far guerra
E temo e spero, ed ardo e son un
ghiaccio,
E volo sopra’l cielo e giaccio in
terra
E nulla stringo e tutto’l mondo
abbraccio.
Tal
m’ha in prigion che non m’apre né serra,
Nè
per suo mi riten né scoglie il laccio,
E non m’ancide Amor e non mi sferra,
Nè mi vuol vivo né mi trae d’impaccio.
Veggio senza occhi; e no ò língua, e
grido,
E bramo di perir, e cheggio aiuta,
Ed ho in ódio me stesso ed amo altrui.
Pascomi di dolor, piangendo rido,
Egualmente mi spiace morte e vita:
In
questo stato son, Donna, per vui.
Petrarca, Cancioneiro
Ver aqui - na tradução de António Cícero
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sexta-feira, 21 de março de 2014
23.ª semana ~ de 17 a 21 de março
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| Olaia_ equinócio_primavera_2014 |
- Conclusão das apresentações orais dos trabalhos - poesia.
Dia 18:
23 - Sara - "Presente", Nuno Júdice
24 - Tomás - "Mãe", Miguel Torga
11 - Joana - "Antes que seja tarde", Manuel da Fonseca
13 - Guilherme - "Atrás dos Dias", Rosa Alice Branco
21 - Patrícia - "Se vens à minha procura", Eugénio de Andrade
4 - Beatriz - "Ausência", Sophia de Mello Breyner Andresen
8 - Daniel - "Ausência", Sophia de Mello Breyner Andresen
23 - Sara - "Presente", Nuno Júdice
24 - Tomás - "Mãe", Miguel Torga
11 - Joana - "Antes que seja tarde", Manuel da Fonseca
13 - Guilherme - "Atrás dos Dias", Rosa Alice Branco
21 - Patrícia - "Se vens à minha procura", Eugénio de Andrade
4 - Beatriz - "Ausência", Sophia de Mello Breyner Andresen
8 - Daniel - "Ausência", Sophia de Mello Breyner Andresen
26 - Cláudia - "Sacode as nuvens", Sophia de Mello Breyner Andresen
Dia 20:
9 - Diogo - "Terror de te amar", Sophia de Mello Breyner Andresen
14 - José - "O Enforcado", Alexandre O'Neill
3 - André - "Cada dia é mais evidente que partimos", Sophia de Mello Breyner Andresen
6 - Clara - "Escada sem corrimão", David Mourão-Ferreira
5 - Carlota - "Cai a chuva abandonada", Vergílio Ferreira
19 - Marina - "Morrer de amor é assim", Joaquim Pessoa
2 - Anastasiya - "Pirata", Sophia de Mello Breyner Andresen
10 - Ilona - "Poema à Mãe" - Sophia de Mello Breyner Andresen
Voz: Natália Luiza
Video realizado por Lauro Martins e Manuel Capitão,
no âmbito da UC Imagem em Educação, Mestrado Tecnologia Educativa - Universidade do Minho 2012
sexta-feira, 14 de março de 2014
22.ª semana ~ de 10 a 14 de março
- Apresentações orais dos trabalhos - poesia.
Dia 13:
12 - João - "Exílio", Sophia de Mello Breyner Andresen
7 - Cláudia - "Estou mais perto de ti porque te amo", Joaquim Pessoa
1- Alexandra - "Pássaros" - Sophia de Mello Breyner Andresen
15 - Kalina - "Bilhete para o amigo ausente", Natália Correia
22- Rita - "É urgente o amor", Eugénio de Andrade
<><><><><>
A
Pantera
Rainer Maria Rilke
No Jardin des Plantes, Paris
De tanto olhar as grades seu olhar
esmoreceu e nada mais aferra.
Como se houvesse só grades na terra:
grades, apenas grades para olhar.
A onda andante e flexível do seu vulto
em círculos concêntricos decresce,
dança de força em torno a um ponto oculto
no qual um grande impulso se arrefece.
De vez em quando o fecho da pupila
se abre em silêncio. Uma imagem, então,
na tensa paz dos músculos se instila
para morrer no coração.
(Tradução: Augusto de Campos)
Rainer Maria Rilke
No Jardin des Plantes, Paris
De tanto olhar as grades seu olhar
esmoreceu e nada mais aferra.
Como se houvesse só grades na terra:
grades, apenas grades para olhar.
A onda andante e flexível do seu vulto
em círculos concêntricos decresce,
dança de força em torno a um ponto oculto
no qual um grande impulso se arrefece.
De vez em quando o fecho da pupila
se abre em silêncio. Uma imagem, então,
na tensa paz dos músculos se instila
para morrer no coração.
(Tradução: Augusto de Campos)
sexta-feira, 7 de março de 2014
21.ª semana ~ de 6 a 7 de março
- De Camões, "Alma minha gentil, que te partiste".
- Audição - interpretações de Amália Rodrigues e de Gonçalo Salgueiro.
- Compreensão oral.
- Análise estrutural
- Cacafonia.
- Platonismo.
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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
20.ª semana ~ de 24 a 28 de fevereiro
CANTIGA ALHEIA
Na fonte está Lianor
lavando a talha e chorando,
às amigas perguntando:
«Vistes lá o meu amor?»
VOLTAS DO CAMÕES
Posto o pensamento nele,
porque a tudo o Amor a obriga,
cantava; mas a cantiga
eram suspiros por ele.
Nisto estava Lianor
o seu desejo enganando,
às amigas perguntando:
Vistes lá o meu amor?
O rosto sobre üa mão,
os olhos no chão pregados,
que, do chorar já cansados,
algum descanso lhe dão.
Desta sorte Lianor
suspende de quando em quando
sua dor; e, em si tornando,
mais pesada sente a dor.
Não deita dos olhos água,
que não quer que a dor se abrande
Amor; porque, em mágoa grande,
seca as lágrimas a mágoa.
Que despois de seu amor
soube novas perguntando,
d' emproviso a vi chorando.
Olhai que extremos de dor!
<><><>
BY
ROBERT FROST
Two
roads diverged in a yellow wood,
And
sorry I could not travel both
And
be one traveler, long I stood
And
looked down one as far as I could
To
where it bent in the undergrowth;
Then
took the other, as just as fair,
And
having perhaps the better claim,
Because
it was grassy and wanted wear;
Though
as for that the passing there
Had
worn them really about the same,
And
both that morning equally lay
In
leaves no step had trodden black.
Oh,
I kept the first for another day!
Yet
knowing how way leads on to way,
I
doubted if I should ever come back.
I
shall be telling this with a sigh
Somewhere
ages and ages hence:
Two
roads diverged in a wood, and I—
I
took the one less traveled by,
And
that has made all the difference.
(tradução enviada por um amigo, desconheço a autoria)
Num bosque, em pleno outono, a estrada bifurcou-se,
mas, sendo um só, só um caminho eu tomaria.
Assim, por longo tempo eu ali me detive,
e um deles observei até um longe declive
no qual, dobrando, desaparecia...
Porém tomei o outro, igualmente viável,
e tendo mesmo um atrativo especial,
pois mais ramos possuía e talvez mais capim,
embora, quanto a isso, o caminhar, no fim,
os tivesse marcado por igual.
E ambos, nessa manhã, jaziam recobertos
de folhas que nenhum pisar enegrecera.
O primeiro deixei, oh, para um outro dia!
E, intuindo que um caminho outro caminho gera,
duvidei se algum dia eu voltaria.
Isto eu hei de contar mais tarde, num suspiro,
nalgum tempo ou lugar desta jornada extensa:
a estrada divergiu naquele bosque – e eu
segui pela que mais ínvia me pareceu,
e foi o que fez toda a diferença.
Robert Frost
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